Estrias pós-gravidez: tratamentos

Logo depois de ganhar o bebê e vivenciar as primeiras sensações da maternidade, a mulher entra no período pós-parto. É nesse contexto que, pela primeira vez depois de meses, ela vai encarar o espelho sem um bebê na barriga. Para muitas mulheres, essa pode ser uma experiência chocante,  muitas vezes por causa das temidas estrias .

Não se desespere! Mesmo na literatura disponível sobre as estrias, os autores serem unânimes em considerá-las como sendo sequela irreversível as estrias tem tratamento!  As estrias avermelhadas que surgem após a gestação costumam ser as mais recentes e têm essa coloração devido o rompimento sanguíneo. Iniciados nesta fase, os tratamentos têm melhor resultado, pois as células continuam vivas e com maior capacidade regenerativa. Já as estrias brancas, mais antigas, têm esta cor devido ao fato de a melanina que é a substancia que dá coloração a pele,não ser mais produzida onde as fibras se rompem. Os tratamentos iniciados nessa fase conseguem apenas “estreitar” as estrias.

Na sequência do parto e amamentação exclusiva, podem ser utilizados várias  tecnologias e recursos terapêuticos para o tratamento das estrias, como:

CARBOXITERAPIA: Segundo o Journal of Drugs in Dermatology, march 2008, a Carboxiterapia  favorece a formação e a troca de colágeno e elastina. Sendo assim,  a pele retrai com muito mais velocidade, mantendo um padrão de melhorada estria e inclusive da flacidez.

A RADIOFREQUÊNCIA associada ao ULTRASSOM: que contribui para a penetração de ativos potentes na pele.

LASER DE CO2 FRACIONADO:  através do calor, atinge a derme profunda, estimulando a formação de fibras de colágeno.

LASER ERBIUM: através do calor, estimula a formação de fibras de colágeno, melhorando a flacidez e a tonicidade da pele acometida.

MICROAGULHAMENTO: Este tratamento consiste no deslizamento sobre a pele de um pequeno dispositivo repleto de agulhas minúsculas, passado várias vezes,que irão assim perfurar a epiderme e estimular a formação de elastina e colágeno.

LUZ INTENSA PULSADA: utilizada no tratamento das estrias vermelha, promove a regeneração das estruturas da pele, além de tratar os vasos dilatados que dão a aparência avermelhada.

INTRADERMOTERAPIA: é injetado com uma agulha bem fininha, na camada superficial uma mistura de substâncias que promovem a melhora na elasticidade, firmeza e hidratação cutânea.

PEELING DE ÁCIDO RETINÓICO: é um tratamento através que retira  a camada de células mortas na superfície da pele, estimulando a sua renovação e a produção das fibras de colágeno.

INFRAVERMELHO: Um aparelho com ponteira de cristal dispara raios infravermelhos que aquecem as camadas mais profundas da pele, provocando a sua retração e produzindo mais fibroblastos, que são as células formadoras do colágeno e da elastina.

Todos esses tipos de tratamento encontram-se disponíveis aqui na Clínica Elegance. Que conta com uma equipe multidisciplitar apta para tratar os mais diversos casos com individualidade.

Dra Raquel Vale Gomes de Carvalho. Fisioterapeuta Dermato Funcional. Responsável Técnica do Centro de Saúde e estética Elegance

 

 

Estrias na Gravidez

O aparecimento de estrias na gravidez, é um fato extremamente comum, chegando a acometer 90% das gestantes, especialmente no terceiro trimestre, época em que o esgarçamento de pele da região abdominal torna-se exacerbada.

Sua causa ainda é desconhecida e há poucos estudos científicos sobre o assunto. O que sabemos , é que elas se desenvolvem decorrente de uma associação de fatores, muitos envolvendo a distensão física da pele, como o grande aumento do volume corporal, e outras as alterações hormonais como o aumento de estrogênio, cortisol e relaxinas que tornam as fibras elásticas da pele mais frágeis.

Há um visível componente genético na formação de estrias durante a gravidez. Estudos comprovam que mulheres com histórico familiar de estrias na gravidez possuem uma propensão muito maior a desenvolver estrias durante o mesmo período. A idade da gestante também é um fator de risco, quanto mais jovem a gestante, maior será o risco de desenvolver estrias, pois a pele é mais firme com menos elasticidade o que facilita o rompimento das fibras elásticas. Gestantes acima de 30 anos têm risco bem mais baixo. Parece haver também relação com os fatores ambientais, etnia, peso do feto e pré propensão a desenvolver estrias.

Na gravidez as estrias são mais propensas a aparecer no abdômem, mama e quadris. Costumam surgir a partir do sexto mês. Em geral, elas iniciam como lesões avermelhadas, e gradualmente, perdem pigmentação e ficam brancas, atróficas e algumas vezes doloridas.

A má notícia é que nenhuma terapia provou 100% de eficácia em prevenir o desenvolvimento de estrias durante a gravidez. O tratamento mais indicado e seguro, com comprovação científica, ainda é a velha e boa hidratação, através de cosméticos á base de emolientes especiais, vitaminas e peptídeos. Que aceleram a recuperação e aumentam a capacidade da pele de voltar ao seu estado natural.  Porém, na gravidez não é possível controlar o principal fator de risco, que é o crescimento do volume abdominal, por isso, a prevenção é mais difícil que na população em geral.

No próximo post vamos discorrer sobre os recursos terapêuticos disponíveis, que podem ser utilizados mesmo durante o período  de amamentação exclusiva.

Dra Raquel Vale Gomes de Carvalho- Fisioterapeuta Pós Graduada em Dermato Funcional- Responsável técnica do Centro de Saúde e Estética Elegance.