É POSSÍVEL CONTROLAR O MELASMA NO VERÃO?

Já discutimos aqui no blog a respeito das vantagens do ácido tranexâmico no tratamento do melasma. O Ácido tranexâmico injetável é uma ótima alternativa de tratamento e pode ser realizado no verão! Pois, o melasma é uma questão de suma importância, necessita de intervenção em tempo integral. Geralmente recorrente, não tem cura, mas pode regredir e ser contido.

Mas afinal, o que é o ácido tranexâmico? Estamos falando de um ativo já bem conceituado no tratamento do melasma que opera como um inibidor da plasmina atuando como agente anti-fibrinolítico bloqueando indiretamente o desenvolvimento do melanócito.

O que é o melanócito? É uma célula complexa,  localizada entre a primeira e a segunda camada da pele, especializada na produção de melanina, um pigmento de coloração marrom-escura. Muito sensível, o melanócito reage formando mais pigmento por qualquer stress ou instabilidade no local.

Como é realizado o procedimento? Aplicado de forma injetável apenas sobre as manchas do melasma, como se fosse uma acupuntura, clareia e  age prevenindo o escurecimento do melasma.

A aplicação dói? Ocorre um leve desconforto com as micropicadas sobre a pele. Porém, se necessário aplica-se gel anestésico no local antes do procedimento.

Quantas sessões são necessárias?  O resultado geralmente aparece a partir da terceira sessão. Pode ser necessário até 10 sessões, aliado a outros tratamentos e cuidados.

A aplicação pode ser realizada no verão? Sim, é uma ótima alternativa utilizada para controlar e clarear o melasma em épocas de calor. Vale lembrar o Ácido Tranexâmico atua como um anti-inflamatório da pele diminuindo a formação de melanina.

Dra Raquel Vale- Fisioterapeuta Dermato Funcional- Responsável Técnica do Centro de Saúde e Estética Elegance.

 

Melasma : novidades e desafios! Congresso Internacional da Academia Americana de Dermatologia- 2017

O melasma é um desafio diário não só para quem tem, mas também para os profissionais que lidam com ele.  Esse tema extremamente complexo, foi muito citado no Congresso Internacional da Academia Americana de Dermatologia em março de 2017. A causa do melasma não está definida, mas com certeza há várias influências, como a  radiação ultravioleta,  predisposição genética,  alterações  hormonais ( gravidez, anticoncepcional)  e  o excesso de vascularização (causa recentemente descoberta).

Com relação aos tratamentos , o uso do ácido tranexâmico continua sendo um dos melhores, devido à sua eficácia, durabilidade e diversas formas de utilização, mesoterapia, o microagulhamento , o laser fracionado de baixa potência e a luz pulsada (que tratam as alterações vasculares).

O ácido tranexâmico  se apresenta em forma de creme, injetável e de uso oral.  Bloqueia estímulos que fazem com que o  melanócito produza mais pigmento, reduzindo respostas inflamatórias cutâneas causadas pela proteína plasmina. Com isso, contribui também para que o tom das manchas existentes não fique mais escuro.

Além disso, começa a se dar muita importância a barreira cutânea, que  é  uma espécie de camada protetora, com a função de  impedir  a penetração de agentes externos na pele. Dessa forma, essa camada retém diversas substâncias nocivas às quais a pele é diariamente exposta. Então, deve-se impedir situações que provoque ressecamento, coceira, vermelhidão e irritação da pele; pois todas essas alterações podem prejudicar o equilíbrio dessa barreira e provocar uma inflamação na pele.

Portanto, prevenção é sempre a melhor forma de evitar o melasma ou, pelo menos, retardar o seu aparecimento!

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Dra. Raquel Vale Gomes de Carvalho (Fisioterapeuta Dermato Funcional; Crefito:74485-F)

Responsável Técnica do Centro de Saúde e Estética Elegance